Um olhar artístico sobre Deocleciano

 

Apresentação CCMJ

Existem muitas formas de expressar as emoções e a Arte proporciona ao artista a oportunidade de demonstrar a sua visão do mundo. O CCMJ apresenta na presente exposição a trajetória artística do magistrado Deocleciano Martins de Oliveira Filho e de sua obra além do Direito.

Quem foi Deocleciano?

Deocleciano Martins de Oliveira Filho nasceu em 1906, na cidade de Barra do Rio Grande, na Bahia. Antes de ingressar na magistratura, exerceu diversos cargos, entre eles o de auditor de guerra e comissário de polícia. Nomeado juiz substituto em 1946, tornou-se juiz de direito da 22ª Vara Criminal do Distrito Federal em 1951. Promovido a desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara em 1965, aposentou-se no cargo em 31 de maio de 1972. Sempre dividido entre o Direito e a Arte, buscou aproximar essas duas áreas do conhecimento humano. Nas artes plásticas, produziu trabalhos no campo do desenho, escultura e pintura. Parte de sua obra literária retrata os problemas que afligem o povo nordestino.

 

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Desembargador Deocleciano Martins de Oliveira em seu gabinete de trabalho como magistrado. Foto: Acervo CCMJ-Rio.

 

“Minha contensão do desejo de desenhar assumia proporções heroicas e, não raro, em plena audiência, cercado de processos, de escreventes, de advogados e de partes, numa verdadeira crise, eu mergulhava o braço dentro da gaveta e perpetrava um desenho às escondidas, fixando, quase sempre, a fisionomia de algumas das pessoas da sala”.
(D. Martins de Oliveira, jornal Tribuna dos Livros, 5-6 de julho de 1958)

 

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Deocleciano Martins de Oliveira trabalhando em uma de suas obras de arte. Foto: Acervo CCMJ-Rio.

     

Nas artes plásticas, produziu trabalhos no campo do desenho, escultura e pintura. Parte de sua obra literária retrata os problemas que afligem o povo nordestino. Suas obras também tem uma concepção místico-religiosa.

 
 

Em 1966 elaborou o projeto de execução das esculturas: Lei, Justiça, Equidade, O Testemunho e de Rui Barbosa. Elas ornamentam as fachadas e entorno do atual Palácio da Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

Para a decoração interna do prédio, concebeu uma série de 44 relevos inspirados nas parábolas do Novo Testamento, descritos em seu livro As Parábolas, publicado em 1969. Com a realização destas obras, passou a ser conhecido como o Escultor da Justiça.

Aqui exibimos 40 destes retábulos que estão presentes nas instalações do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de janeiro e as referências bíblicas de cada uma destas obras de arte. Tudo isso escrito pelo próprio Deocleciano.

 
 

 

Serviço:
CCMJ | Expo
Mostra o Escultor da Justiça
Um olhar artístico sobre Deocleciano
A partir de 17 de janeiro de 2021
Para informações sobre consultas ao acervo acesse a página Acervo
Realização: Museu da Justiça-Centro Cultural do Poder Judiciário - CCMJ