Salão dos Passos Perdidos

Fotografia do hall do Salão dos Passos Perdidos.

Antessala do Tribunal do Júri

Este recinto, que funcionava como antessala do Tribunal do Júri, servia como local de espera e angústia para operadores do direito e interessados nos julga-mentos, que, por diversas vezes, ficavam andando ansiosamente de um lado para o outro à espera do desfecho, sendo, por este motivo, conhecido como Salão dos Passos Perdidos, expressão utilizada à época e que se tornou mais notória com a obra homônima do ministro do Supremo Tribunal Federal, Evandro Cavalcanti Lins e Silva.

O piso em quadrados alternados nas cores branco e preto, lembra um tabuleiro de xadrez e simboliza uma situação de conflito entre forças antagônicas. Formado por mosaicos de granito preto Tijuca e mármore branco Carrara, apresenta rodapés de mármore preto florido. Na grande reforma de 2009-2010, foram limpos, estucados com resina poliéster, polidos com lixa fina e média, e protegidos com resina específica.

Fotografia em preto e branco do Salão dos Passos Perdidos em 27 de março de 1954 durante o julgamento do Crime do Sacopã.
Imagem: Salão dos Passos Perdidos em 27 de março de 1954 (Julgamento do Crime do Sacopã). Acervo arquivo público do Estado de SP.

O Salão Nobre foi assim descrito no registro de correspondência da Presidência do Tribunal de Apelação com o Governo, pelo então presidente Vicente Piragibe, em 13 de fevereiro de 1940:

“Entre as duas alas do terceiro pavimento, a sala dos passos perdidos, notável pelo conjunto das suas pilastras, ornada sob inscrições memorativas, por imagens simbólicas de bronze, todas oferecidas por advogados, leva diretamente à sala das sessões do Tribunal Pleno”.

Fotografia em cores de uma esfinge e acima um frontão, elementos estéticos que ficam acima da entrada privativa aos senhores jurados ao Tribunal do Júri.
Imagem: Detalhe da esfinge e do frontão, elementos estéticos que ficam acima da entrada privativa aos senhores jurados ao Tribunal do Júri.

Atualmente, o espaço está aberto ao público para visitação e funciona também como espaço cultural para mostras de pintura e escultura, exposições, lançamento de livros e atividades educativas.