Rui Barbosa (1849 – 1823)

Patrono dos advogados do Brasil

Trata-se de escultura em bronze de 1939, de F. La Torre, oferecida ao Tribunal de Apelação do Distrito Federal pelos advogados.

Sobre o homenageado
Nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de novembro de 1849. Bacharelou-se em 1870 pela Faculdade de Direito de São Paulo. Em 1878, foi eleito deputado à Assembleia Provincial baiana e, no final do mesmo ano, deputado à Assembleia Geral do Império. Em 1884, foi agraciado com o título de Conselheiro pelos serviços prestados à causa da instrução pública.

Em 1902, como relator da Comissão Especial do Senado, apresentou longo parecer sobre o projeto do Código Civil elaborado por Clóvis Beviláqua. Nomeado chefe da delegação brasileira à Segunda Conferência da Paz, em Haia, realizada em 1907, defendeu a tese da igualdade entre as nações.

Liderou um movimento significativo de opinião pública: a Campanha Civilista, iniciada em 1909. Por duas vezes candidatou-se à Presidência da República (1910 e 1919), mas em ambas o resultado lhe foi desfavorável.

De 1914 a 1916, pesidiu o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e, em 1921, foi eleito juiz da Corte Permanente de Justiça Internacional em Haia.

Renomado orador e escritor, legou-nos obras como: O Papa e o Concílio (1877); Alexandre Herculano (1877); Castro Alves (1881); Reforma do ensino secundário e superior (1882); O Marquês de Pombal (1882); Cartas de Inglaterra (1896); Anatole France (1909); Cartas políticas e literárias (1919); Oração aos moços (1921); Queda do Império, 2 vols. (1921); e Orações do Apóstolo (1923).

Faleceu em Petrópolis, no dia 1º de março de 1923, sendo enterrado na cidade do Rio de janeiro. Em 1948, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) o homenageou com o título de patrono dos advogados do Brasil.