Oswaldo Cruz

 

Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu em 5 de agosto de 1872, em São Luiz do Paraitinga, na província de São Paulo. Teve por pais Bento Gonçalves Cruz e Amália de Bulhões Cruz. Estudou nos colégios Lauro e São Pedro de Alcântara, e no Externato Dom Pedro II. Graduou-se, em 1892, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Em 1894, assumiu a chefia do laboratório de análises clínicas da Policlínica Geral do Rio de Janeiro, e, em 1897, viajou para Paris, onde se dedicou aos estudos de microbiologia, soroterapia e imunologia, no Instituto Pasteur. Em 1899, retornando ao Brasil, foi encarregado, pelo Governo Federal, de investigar casos de peste bubônica na cidade de Santos.

Com a criação do Instituto Soroterápico Federal em 1900, assumiu a sua direção técnica, tendo o barão de Pedro Affonso por diretor-geral. Em 1902, com a exoneração deste, a pedido, sucedeu-lhe no cargo. Em 1903, tornou-se o titular da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP), subordinada ao Ministério da Justiça e Negócios Interiores. Destacou-se no combate à febre amarela e à peste bubônica na cidade do Rio de Janeiro.

Diante da eclosão de uma epidemia de varíola em 1904, no Distrito Federal, Oswaldo Cruz propôs a vacinação obrigatória para o enfrentamento da doença. Estimulado por ele, aprovou-se a Lei nº 1.261, de 31 de outubro de 1904, que impôs a vacinação e a revacinação contra a varíola em todo o País. Mas uma oposição popular crescente à essa medida culminou na deflagração, em 10 de novembro de 1904, de violentos protestos que ficaram conhecidos como “A Revolta da Vacina”.

Em 1908, o Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos (antigo Soroterápico Federal) passou a ser denominado Instituto Oswaldo Cruz, e, em 1972, tornou-se Fundação Oswaldo Cruz.

Em 1916, foi nomeado prefeito de Petrópolis, onde faleceu em 11 de fevereiro do ano seguinte.