Antonio Evaristo de Moraes Filho
(1933 – 1997)

 

Nasceu no Rio de Janeiro, em 9 de abril de 1933. Após estudar no Colégio Militar, cursou a Faculdade de Direito da Universidade do Distrito Federal, bacharelando-se em 1955.

Integrou a equipe de fundadores do jornal Última Hora em 1951, onde trabalhou até 1957, nas funções de repórter forense, colunista, redator e copidesque.

Como advogado criminal, atuou em processos de ampla repercussão pública. A saber: “O Crime da Rua Toneleiros”; “O Caso Dana de Tefé”; a “Extradição do capitão nazista Franz Stangl”, comandante do campo nazista de Treblinka; o “Caso do Doca Street”; “Caso Bispo Edir Macedo”; advogado do presidente Fernando Collor de Mello, no processo de impeachment e no processo criminal perante o Supremo Tribunal Federal.

Defendeu perseguidos políticos durante o regime militar, como Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Renato Archer, José Aparecido de Oliveira, Wilson Fadul, Fernando Gabeira, Hélio Fernandes, Hermano Alves e Élio Gaspari.

Dedicou-se também ao magistério, lecionando Direito Penal na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e foi membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Faleceu em 28 de março de 1997, na cidade do Rio de Janeiro.

 

He was born in Rio de Janeiro on April 9, 1933. After studying at the Military College, he joined the Law School of the University of the Federal District, graduating in 1955.

He was part of the founding team of the newspaper Ultima Hora, in 1951, where he worked until 1957, as forensic reporter, columnist and editor.

As a criminal lawyer, he worked in cases of wide public repercussion. Some of them were: “The Crime of Tonelero Street”; “The Case of Dana de Tefé”; the "Extradition of Nazi Captain Franz Stangl", commander of the Nazi Camp of Treblinka; the "Doca Street Case"; “ The case of Bishop Edir Macedo”. He was the lawyer of the President Fernando Collor de Mello in the impeachment and in the criminal process on the Federal Supreme Court.

He defended persecuted politicians during the Brazilian military system, such as Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, Fernando Henrique Cardoso, Jose Serra, Renato Archer, Jose Aparecido de Oliveira, Wilson Fadul, Fernando Gabeira, Helio Fernandes, Hermano Alves and Élio Gaspari.

He also devoted himself to the magisterium, teaching Criminal Law at the State University of Rio de Janeiro (UERJ), and was a member of the National Council of Criminal and Penitentiary Policy, and the Federal Council of the Brazilian Lawyers Association (OAB).

He died on March 28, 1997, in the city of Rio de Janeiro.