Salão dos Passos Perdidos

 

Neste recinto, que funcionava como uma antessala do Tribunal do Júri, ficavam advogados, promotores e partes interessadas, muitas vezes andando ansiosamente de um lado para o outro, à espera do desfecho do julgamento. Daí a sua sugestiva denominação, já consagrada pelo uso.
Decorado no final da década de 1930, como os demais espaços de preservação histórica do antigo Palácio da Justiça, o Salão dos Passos Perdidos apresenta a forma de um largo e longo corredor ao qual se tem acesso por vãos abertos em arco romano. Ao longo das suas paredes, em nichos encimados por arcos desse mesmo tipo, bustos de bronze sobre pedestais de mármore negro perpetuam a memória de grandes juristas, magistrados e advogados que se tornaram célebres por sua atuação no Tribunal do Júri.
Lustres de bronze dourado pendem do teto adornado por sancas e volutas. Um vão em arco abatido, iluminado por três vitrais e por um globo de vidro fosco sobre pedestal trabalhado em bronze, dá acesso a uma escadaria de mármore que conduz ao pavimento inferior do prédio. No lado oposto, encontra-se a entrada privativa dos jurados, encimada por um frontão com símbolos ligados à Justiça, destacando-se a coroa de louros, o livro e a espada, que representam, respectivamente, a vitória, o poder das leis escritas e o cumprimento das decisões jurídicas. O piso em quadrados alternados de mármore branco e preto, lembrando um tabuleiro de xadrez, simboliza uma situação de conflito entre forças antagônicas.

 

The Hall of Lost Steps
The hall was an anteroom of the Jury Court where lawyers, prosecutors and interested parties, often walked anxiously waiting for the end of the judgment. Then, the suggestive denomination, that refers in English to the lost footsteps of anxious, tensions and waits.
Decorated in the late 1930’s, like the other historic preservation spaces of the former Justice Palace, the Hall of Lost Steps takes the form of a long, wide corridor that can be accessed through open Roman arches. Along its walls, in niches surmounted by such arches, bronze busts on black marble pedestals remember the memory of great jurists, magistrates, and lawyers who became famous for their performance in the Jury Court.
Golden bronze chandeliers hang from the ceiling adorned with crown molding and scrolls. A low arched doorway, illuminated by three stained glass windows and a frosted glass globe on a bronze-plated pedestal conduct us to a marble staircase leading to the lower floor of the building. On the opposite side there is the private entrance of the jury, topped by a pediment with symbols linked to justice, with the laurel wreath, the book and the sword representing, respectively, the victory, the power of the written laws and compliance with legal decisions. The alternating square floor of white and black marble, resembling a chessboard, symbolizes a situation of conflict, between opposite forces.