Os Vinhateiros Assassinos

 

Placa em fibra, de tom ocre, representando em baixo relevo, cena inspirada na parábola.

Em primeiro plano, à esquerda, figura de homem segurando um papel com a mão direita erguida. À direita, círculo trifacetado, representando cena de homem suplicando a Cristo crucificado, homem sendo agredido e homem sendo apedrejado junto a uma torre com cerca. Em segundo plano, cena de julgamento, tendo sete figuras à esquerda e sete à direita. Ao fundo, figura de Cristo crucificado.

Material/técnica: Fibra de poliéster, resina e madeira talhada.

Medidas: 147,3cm altura x 106cm largura x 3cm comprimento.

XXXIX – Os Vinhateiros Assassinos

"Era um pai de família e plantou uma vinha: com sebe a cercou e fez nela um lagar, depois edificou uma torre e arrendou-a a lavradores, indo após para bem longe.

Ao tempo da vindima, enviou seus empregadores a cobrar o aluguel e um deles foi ferido; mataram outro, e mais servos apedrejaram, e deram trato igual a uma segunda leva.

Por derradeiro, enviou seu filho, na esperança de conseguir respeito, e, no entanto, os roceiros mataram-no, pensando em esbulhar a herança.

Quando, pois, o senhor da vinha se defronte com lavradores tais, há-de, ao certo, mata-los e a vinha arrendará a mais honesta gente."

Mateus 21:33,41

Ouvi outra parábola: Havia um pai de família, que plantou uma vinha, e a cercou com uma sebe, e cavou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. E, estando próxima a estação dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receberem os seus frutos.

Mas os lavradores, agarrando os servos. Feriram um, mataram outro, e a outro apedrejaram. Enviou novamente outros servos em maior número do que os primeiros, e fizeram-lhes o mesmo. Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: Hão de ter respeito a meu filho. Porém os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, mantê-lo, e teremos a sua herança. E, lançando-lhe as mãos, puseram-no fora da vinha, e mataram-no.

Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará ele aqueles lavradores? Responderam-lhe: Matará sem piedade esses malvados, e arrendará a sua vinha a outros lavradores, que lhe paguem o fruto a seus tempos.

E começou a dizer ao povo está parábola: Um homem plantou uma vinha, e arrendou-a a uns fazendeiros e ausentou-se para longe durante muito tempo. E, no tempo próprio, enviou um servo aos fazendeiros, para que lhe dessem do fruto da vinha. Eles, porém, depois de lhe terem batido, reenviaram-no sem coisa alguma. E tornou a enviar outro servo. Mas eles, tendo também batido neste, e carregando-o de afrontas, o despediram sem nada. Tornou o enviar ainda um terreiro. E eles, ferindo-o, deitaram fará também a este. Disse então o senhor da vinha: Que hei de fazer? Mandarei meu filho amado; talvez que, quando o virem, lhe guardarão respeito. Mas, quando os fazendeiros o viram, discorreram entre si, dizendo: Este é o herdeiro, matemo-lo para fazer nossa herança. E, lançando-o fora da vinha, mataram-no. Que lhes fará, pois, o senhor da vinha? Virá e acabará de todo com aqueles fazendeiros, e dará a vinha a outros. Tendo eles ouvido isto, disseram: Deus tal não permita.

É todo drama do homem para com Deus e o mundo, mas aqui vejo também um símbolo de justiça e quisera ampliar este painel para figurar na sala do júri. A vítima do crime é a injustiça feita ao juiz. Se o juiz é Deus como julga o seu algoz.

Fica aqui apenas a proposição e a homenagem que presto, oferecendo o painel, ao pensalista Desembargador Bandeira Stampa como prova de minha admissão pelos seus trabalhos no júri e na primeira presidência do Tribunal da Alçada.

As parábolas, Deocleciano Martins de Oliveira.