Juízo dos Sentidos X Sentidos do Juízo

 

Juízo dos Sentidos X Sentidos do Juízo - Oficina

“Nada há no intelecto que antes não tenha passado pelos sentidos.”

O CCMJ lançou em maio de 2018, durante a Semana dos Museus, a oficina “Juízo dos Sentidos X Sentidos dos Juízos”, idealizada e desenvolvida pelo Programa Educativo do CCMJ. A oficina se propõe a estimular, de forma lúdica e dinâmica, a reflexão comparativa entre o juízo comum, baseado unicamente nos sentidos, e o juízo formal, estruturado por um sistema racional de julgamento. Durante a oficina, os participantes têm a oportunidade de vivenciar dois momentos distintos: o primeiro, no espaço cênico da Sala Multiuso, a partir da improvisação teatral de uma história predeterminada, seguida de um julgamento informal; no segundo momento, no Salão Histórico do I Tribunal do Júri, há a simulação de um julgamento, pelo rito do júri, do caso encenado na primeira etapa.

Inspirada pela máxima do filósofo Tomás de Aquino “Nada há no intelecto que antes não tenha passado pelos sentidos”, a oficina, por meio de jogos teatrais – improvisação e teatralização – propõe o exame dos cinco sentidos humanos como guias do nosso julgamento, em contraposição à razão sistematizada, para a formação de juízos menos parciais e, portanto, mais justos.

No primeiro momento, na Sala Multiuso, os integrantes do grupo participam como personagens da improvisação de uma história predeterminada, na qual os cinco sentidos humanos – visão, audição, paladar, tato e olfato – são estimulados de formas variadas para cada participante. Logo em seguida, o grupo é provocado a refletir sobre o fato “vivido”, a partir do que cada personagem sentiu. No segundo momento da oficina, já no Salão Histórico do I Tribunal do Júri, os participantes teatralizam um julgamento do caso e, encerrando a oficina, o grupo faz uma comparação entre os dois momentos e avalia a experiência vivenciada.

Durante a oficina, o grupo se depara com questões morais e éticas e tem que tomar decisões que envolvem temas fundamentais para o convívio em sociedade, como linchamento, barbárie, direitos humanos e cidadania.