O Grão de Mostarda

 

Placa em fibra, de tom ocre, representando em baixo relevo, cena em que um pomar está repleto de aves. Destaca-se, em primeiro plano, um túmulo com flores e dois pavões.

Material/técnica: Fibra de poliéster, resina e madeira talhada.

Medidas: 146cm altura x 106cm largura x 2cm comprimento

O grão de mostarda

"Modesto grão, minúscula mostarda,
Não és mesmo maior que um grão de areia,
Mas o teu bojo pequenino enfarda
Riqueza igual à que no céu pompeia.

Ponham-te agora numa terra feia
E teu fecundo sonho já não tarda:
Um grande arbusto a fronde verde alteia
Para a abundância de outros grãos que guarda.

E replantando sempre as sementeiras,
Pelo mundo dariam sombra as frondes
Para abrigar legiões de aves inteiras.

Lenho santo da cruz, os braços pondes Nos mundos, e as semínulas primeiras, Evangelho sagrado, és tu que escondes!”

Deocleciano Martins

Parábola sobre o reino dos céus e sua semelhança ao grão de mostarda, que um homem toma e semeia no seu campo: o qual (grão) é na verdade a menor de todas as sementes, porém, depois de crescido, é maior que todas as hortaliças e torna-se árvore, de maneira que as aves do céu vêm repousar sobre os seus ramos. Cada homem carrega consigo a possibilidade de amar, o que quer dizer de ser fecundo. Para nós a propagação da Justiça é a forma de amor mais fecundante e maravilhosa.

O painel foi dedicado ao Desembargador Moacir Rebelo Horta considerado pelo autor “juiz sereno e tranquilo, sóbrio e sensato que, assim, se constitui numa segurança para a boa distribuição da justiça.”