Agenda Cultural de Agosto

Venha conferir também as atividades virtuais do Museu da Justiça. Clique neste link para acessar a página Museu da Justiça com Você.

Imagem do quadro Vergonha, de Isabela Francisco

ENCERRAMENTO

Presenças Invisíveis

Após uma temporada de sucesso, chega ao fim, na nesta quarta-feira (31/8), a exibição da Exposição Presenças Invisíveis, no Salão Histórico do I Tribunal do Júri, do Museu da Justiça. O encerramento da mostra contará com a apresentação da Camerata Uerê, grupo criado em 2015, por meio de uma iniciativa da violinista francesa Constance Despretz que teve a ideia de musicalizar crianças através da prática do violino. O projeto Uerê está situado no complexo da Maré, Rio de Janeiro, e tem como principal característica evidenciar o repertório brasileiro, abrangendo desde o erudito até o popular, sob a orientação da professora e violinista Fabiana Valente. No concerto, serão apresentadas ao público obras tradicionais da música clássica e popular brasileira.

Presenças Invisíveis foi visitada pelas mais de 4500 pessoas que estiveram nos espaços históricos que abrigam a exposição. Entre as visitas, destacam-se o grupo de delegados e delegadas das Delegacias Especializadas da Polícia Civil; a Primeira-dama do Estado do Rio de Janeiro, Analine Castro; juízas e deputadas que atuam na linha de frente do combate à violência contra a mulher; entre outros grupos expressivos da sociedade civil fluminense. Dentro da exposição também foi realizado o 1° Seminário Violência Doméstica, que contou com a presença do Presidente da OAB-RJ, Luciano Bandeira; a Vice-presidente, Ana Tereza Basílio e a Presidente da CAARJ, Marisa Gaudio.

Ainda é possível visitar a exposição até o dia 31 de agosto. A mostra foi idealizada pela artista plástica e serventuária do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Isabela Francisco, e foi executada com o apoio do RioSolidario e do Grupo Mulheres do Brasil. A exposição apresentou intervenções artísticas sobre os cliques da fotógrafa Rosane Naylor, realizados durante as visitas à Casa Abrigo Lar da Mulher e obras desenvolvidas, sobre lençóis, pelas mulheres abrigadas.

Encerramento da Exposição Presenças Invisíveis
Concerto com a Camerata Uerê
31 de agosto, às 16h30
Museu da Justiça
Rua Dom Manuel, 29, 2º andar, Salão Histórico do I Primeiro Tribunal do Júri
120 lugares, sujeito à lotação
Entrada franca
Classificação indicativa: Livre

Fotografia de Isabela Francisco ao lado de uma ilustração de sua autoria.

CURSO DE ARTES

Fazendo Arte por Toda Parte

O Museu da Justiça oferece o curso livre de artes “Fazendo Arte por Toda Parte”, sob a orientação da artista plástica Isabela Francisco. As aulas virtuais são ministradas toda semana e disponibilizadas às quintas-feiras, no canal da artista. A programação de agosto pode ser conferida abaixo.

Dia 04 - Sianinhas
Dia 11 - Aula Surpresa
Dia 18 - Desenhando no Palácio Guanabara
Dia 25 - Aula Especial

As aulas são ministradas toda semana e disponibilizadas às quintas-feiras, no canal da artista, no Youtube.

Atenção: curso não registrado para pontuação como atividade de capacitação da ESAJ.

Clique neste link para acessar o Canal Artista Isabela Francisco no Youtube.
Curso gratuito
Classificação indicativa: Livre

DO DIREITO À LITERATURA

Clube Leituras no Palácio

“No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.”
Macunaíma: o herói sem nenhum caráter (1928), de Mário de Andrade.

O Museu da Justiça, com o intuito de promover a leitura como prática formadora fundamental do espírito humano, dá continuidade, há quase 3 anos, ao programa Do Direito à Literatura – Encontros Literários Interdisciplinares, série de ações que têm como objetivo buscar aproximações entre o Direito e as demais Humanidades.

Cumprindo esse intento, na próxima reunião do clube Leituras no Palácio, conversaremos sobre o romance rapsódico Macunaíma: o herói sem nenhum caráter (1928), de Mário de Andrade, poeta, ficcionista, folclorista, musicólogo, ensaísta e, conforme o crítico Antonio Candido, “o espírito mais vasto do Modernismo” brasileiro. No encontro virtual, no dia 8 de agosto, às 17h, como parte dos eventos comemorativos do Centenário da Semana de 22, abordaremos a obra sob a perspectiva de que possa ser lida como metáfora modernista ainda atual do Brasil contemporâneo.

O encontro do clube Leituras no Palácio conta com o apoio das Equipes de Produção e do Educativo do Museu da Justiça, além da coordenação e mediação do poeta e crítico W. B. Lemos, Doutor em Literatura Comparada e integrante do corpo de instrutores da Escola de Administração Judiciária (ESAJ).

Serão concedidas horas de capacitação pela ESAJ a quem participar de todo o evento. Não é necessário se cadastrar nem solicitar a atribuição das horas, basta entrar na plataforma com seu e-mail individual corporativo.

8 de agosto, segunda-feira, às 17h
O acesso à sala estará disponível a partir das 16h 55min, no dia do evento
Pedimos aos participantes que entrem na sala virtual com os microfones e câmeras desligados
Clique neste link para acessar o evento
Informações: ccmj.agendacultural@tjrj.jus.br
Participação franca
Classificação indicativa: a partir de 14 anos

Convida

“Não é Amor — histórias e debates sobre questões de gênero”

No mês em que a Lei Maria da Penha completa 16 anos, o Museu da Justiça traz, no dia 23 de agosto, às 18h, o evento “Não é amor — histórias e debates sobre questões de gênero”. No encontro serão exibidos trechos do documentário “Não é amor, nunca foi amor”, roteirizado e editado pela Globonews, baseado em duas reportagens especiais do programa Fantástico, da TV Globo.

O evento é gratuito e será realizado na Sala Multiuso do Museu. Para participar, basta retirar uma senha na recepção com trinta minutos de antecedência.

A jornalista Mônica Marques, uma das convidadas para o debate, dividirá histórias e experiências que vivenciou enquanto acompanhou o mutirão de audiências no Fórum da Leopoldina. Feito por 12 juízas, o objetivo foi cumprido ao reduzir o acervo de processos de violência doméstica. A produtora da TV Globo esteve ao lado das vítimas de violência, ouvindo relatos e testemunhos de diferentes casos de agressão. Completando a roda de conversa participam as juízas Renata Medina e Camila Guerin, que integraram o mutirão.

A juíza Renata Medina é titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Especial Criminal de São João de Meriti. A magistrada é integrante da Coordenadoria Estadual da Mulher em situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM) e pós-graduada em gênero e direito pela Escola da Magistratura do Rio (Emerj).

A juíza Camila Guerin é integrante do VI Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, membra da Coordenadoria da Mulher, pós-graduada em Gênero e Direito pela EMERJ e membra do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero.

A jornalista Mônica Marques é formada em Jornalismo pela Universidade Gama Filho e pós-graduada em Comunicação e Imagem pela PUC-Rio. Mônica já trabalhou como repórter nas redações da Rádio MEC, Jornal O Povo, A Notícia, O Dia e Jornal do Brasil e, há 16 anos, é produtora de reportagem da TV Globo.

23 de agosto, terça-feira, às 18h.
Museu da Justiça
Rua Dom Manuel, 29, térreo, Sala Multiuso - Centro, Rio de Janeiro
60 lugares, sujeito a lotação
Retirada gratuita de senha na recepção, 30min antes do evento
Entrada franca
Classificação indicativa: 14 anos

HUMANITAS – Ciclos de Palestras, Debates e Diálogos

Como ler Mortimer Adler

“Nos tempos modernos, poucos avanços foram feitos (para não dizer nenhum) em filosofia. Ao contrário, muito se perdeu como resultado de erros que teriam sido evitados se a modernidade tivesse preservado, e não ignorado, algumas verdades antigas.”
Dez erros filosóficos, de Mortimer Adler.

O Museu da Justiça, com o objetivo geral de fomentar, em especial, aproximações entre o Direito e as demais Humanidades, dá continuidade às atividades do programa Humanitas – Ciclos de Palestras, Debates e Diálogos, em formato virtual, no dia 24 de agosto, às 17h, cujas ações têm o propósito específico de promover a cultura humanística, filosófica, científica e artística.

Em sua décima terceira edição, em formato virtual, intitulada Como ler Mortimer Adler, o Humanitas contará com a presença de André Quirino. O convidado é graduado e mestrando em Filosofia na Universidade de São Paulo (USP), graduando em Teologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e produtor editorial na É Realizações.

O palestrante falará sobre o pensamento do filósofo e teórico da educação Mortimer Adler (1902-2001), autor de mais de 50 obras, algumas delas já consideradas como verdadeiros clássicos, entre as quais A arte da leitura, Aristóteles para todos, Como pensar sobre as grandes ideias, Como falar, como ouvir, Como pensar sobre a linguagem em algumas questões e Como ler livros. Adler foi professor da Universidade de Chicago e cofundador do Institute for Philosophical Research da Universidade da Carolina do Norte; do Aspen Institute e do Center for Study of the Great Ideas. Quirino chamará atenção para o fato de que o pensador norte-americano Mortimer Adler é lembrado por iniciativas de facilitação ou divulgação de autores e debates clássicos presentes em suas obras. A reflexão de Quirino cogitará acerca de uma possível síntese unificadora de alguns posicionamentos filosóficos existentes na obra de Adler, articulando as premissas e decisões interpretativas recorrentes em vários escritos desse grande autor.

Após sua palestra, Quirino será entrevistado e, na sequência, o público também poderá conversar com o convidado e lhe direcionar perguntas.

Os ciclos Humanitas objetivam difundir e realçar noções ético-humanísticas, em apoio ao amplo esclarecimento sociopolítico, imprescindível ao exercício democrático da cidadania.

O evento conta com o apoio das equipes de Produção e do Educativo do Museu da Justiça, além da coordenação e mediação do poeta e crítico W. B. Lemos, doutor em Literatura Comparada pela UERJ e integrante do corpo de instrutores da Escola de Administração Judiciária (ESAJ), e da coordenação de Ricardo Vieira Lima, poeta, crítico, jornalista, doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ e editor-assistente da revista Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea (UFRJ).

Serão concedidas horas de capacitação pela ESAJ a quem participar de todo o evento. Não é necessário se cadastrar nem solicitar a atribuição das horas, basta entrar na plataforma com seu e-mail individual corporativo.

24 de agosto, quarta-feira, às 17h
O acesso à sala estará disponível a partir das 16h 55min, no dia do evento
Pedimos aos participantes que entrem na sala com os microfones e câmeras desligados
Clique neste link para acessar o evento
Informações: ccmj.educativo@tjrj.jus.br
Participação franca
Classificação indicativa: a partir de 14 anos

DO DIREITO À LITERATURA

Sarau do Museu – Adriano Espínola aos 70: Uma Poética do Lugar

“São Francisco de Assis, ao atravessar a esquina,/ junto com a multidão,/ volta-se para o semáforo:/ – Irmão Semáforo, fale-me do homem.// E a luz vermelha acendeu."
“O sinal”, do livro O lote clandestino (2ª edição. Rio de Janeiro: Topbooks, 2002, p. 59), de Adriano Espínola.

O Museu da Justiça, com o intuito de promover a leitura de poesia, realizará a 24ª Edição do Sarau do Museu – Adriano Espínola aos 70: Uma Poética do Lugar, em formato virtual, no dia 26 de agosto, às 17h, como mais um dos desdobramentos do programa Do Direito à Literatura – Encontros Literários Interdisciplinares, série de ações que têm como objetivo buscar aproximações entre o Direito e as demais Humanidades. Nesta edição, celebraremos e debateremos a obra do poeta, contista, ensaísta e crítico literário Adriano Espínola.

Adriano Espínola é doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará (UFC), tendo ensinado, ainda, em universidades brasileiras e estrangeiras, a exemplo da Université Stendhal Grenoble III e da UFRJ, onde foi professor convidado de Teoria Literária. Em 1998, participou do 18º Salão do Livro de Paris. É membro do PEN Clube do Brasil e da Academia Carioca de Letras. Publicou nove livros de poemas, entre os quais Táxi ou poema do amor passageiro (1986, tradução para o inglês realizada por Charles Perrone, com o título Táxi or poem of love in transit, lançado em Nova York e em Londres, em 1992); Em trânsito: Táxi/Metrô (1996); Beira-sol (1997, Bolsa da Fundação Biblioteca Nacional, e finalista do Prêmio Jabuti de Poesia); Praia provisória (2007, Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras) e Escritos ao sol (2015, finalista do Prêmio Rio de Literatura). No campo do ensaio, publicou, entre outros, As artes de enganar: um estudo das máscaras poéticas e biográficas de Gregório de Mattos (2000).

Também participará do Sarau Charles A. Perrone, Professor Titular Emérito de Português e de Literatura/Cultura Luso-Brasileira no Departamento de Espanhol e Português da Universidade da Flórida (EUA). Doutor pela Universidade do Texas (EUA), Perrone pertenceu ao Centro de Estudos Latino-Americanos, onde dirigiu a especialização em Estudos Brasileiros. Foi bolsista-pesquisador da Comissão Fulbright, no Brasil, em 1991. Aposentado, atualmente reside em Santa Cruz, na Califórnia. Publicou cerca de 10 livros, dentre eles: Letras e letras da Música Popular Brasileira (1ª edição, 1988; 2ª edição, 2008); Masters of Contemporary Brazilian Song: MPB 1965-1985 (1989); Seven Faces: Brazilian Poetry Since Modernism (1996) e Brazil, Lyric, and the Americas (2010). Organizou e coorganizou várias coletâneas, abrangendo os gêneros de música, poesia contemporânea e ficção brasileiras, tendo publicado estudos e artigos nesses gêneros, no Brasil, México, Inglaterra e Estados Unidos. Traduziu Táxi ou poema de amor passageiro, de Adriano Espínola (Taxi or poem of love in transit), lançado em Nova York e em Londres, em 1992. Neste ano de 2022, publicou os livros First Chico Buarque e All Poetry, tradução com Ivan Justen Santana, de Toda poesia, de Paulo Leminski. Como poeta, lançou dois livros: six seven (2008) e Designs, publicado também em 2022.

O encontro terá ainda a participação de Marcos Pasche, professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), ensaísta e crítico literário. Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também é Mestre na mesma área pela mesma instituição. Publicou os livros De pedra e de carne (Confraria do Vento, 2012) e Cláudio Manuel da Costa, Série Essencial (Academia Brasileira de Letras; Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2014). Organizou os volumes Melhores crônicas de Maria Julieta Drummond de Andrade (Global, 2012), Crítica literária na sala de aula: caderno de resenhas (EDU, 2022), e, em parceria com Leonardo Barros Medeiros, Hoje é dia de hoje em dia: literatura brasileira da primeira década do século XXI (Multifoco, 2013). Pela UFRRJ, coordena o projeto de extensão Remição de Pena pela Leitura, que, em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua em unidades prisionais do Complexo do Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do município do Rio de Janeiro.

O Sarau contará com a mediação de Ricardo Vieira Lima, poeta, crítico literário, Doutor em Literatura Brasileira pela UFRJ e Editor-Assistente da revista Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea (UFRJ), e de W. B. Lemos, Doutor em Literatura Comparada (UERJ) e integrante do corpo de instrutores da Escola de Administração Judiciária (ESAJ), ambos Coordenadores do Sarau do Museu.

Os participantes poderão, além de conversar com os convidados, ler poemas do autor, de autoria própria, ou que dialoguem com a obra e/ou os temas da poesia de Adriano Espínola.

O Sarau do Museu prossegue com o objetivo de resgatar a história e atualizar a forma das tradicionais reuniões literárias e musicais cariocas, tão ao gosto da Belle Époque e do Rio antigo, em que os apreciadores da poesia e da música se reuniam para dizer e ouvir poemas e canções de sua preferência.

O evento conta com o apoio das Equipes de Produção e do Educativo do Museu da Justiça.

Serão concedidas horas de capacitação pela ESAJ a quem participar de todo o evento. Não é necessário se cadastrar nem solicitar a atribuição das horas, basta entrar na plataforma com seu e-mail individual corporativo.

26 de agosto, sexta-feira, às 17h
O acesso à sala estará disponível a partir das 16h55min no dia do evento
Pedimos aos participantes que entrem na sala virtual com os microfones e câmeras desligados.
Clique neste link para acessar o evento.
Informações: ccmj.agendacultural@tjrj.jus.br.
Participação franca

Classificação indicativa: a partir de 14 anos

HISTÓRIA ORAL

Entrevistada: Des. Leila Maria Carrilo Cavalcante Ribeiro Mariano

Nascida em 1º de novembro de 1945, na cidade do Rio de Janeiro, Leila Maria C. C. R. Mariano bacharelou-se em Direito, em 1972, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e iniciou sua carreira na magistratura atuando como juíza de direito do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, em 1979. Tornou-se desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro em 1998, consagrando-se como a primeira mulher a ser eleita presidente deste tribunal, cargo que ocupou no biênio 2013-2014. Na entrevista, a magistrada comenta como a ditadura militar marcou sua formação em Direito e detalha, ainda, sua participação no movimento de mobilização dos magistrados em defesa da autonomia do Poder Judiciário, durante o período de elaboração da Constituição de 1988. A Desembargadora dedicou-se também ao magistério, lecionando em cursos preparatórios e universidades do estado. Aposentou-se em 2015, aos 70 anos.

O Programa de História Oral do Poder Judiciário nasceu de um projeto criado em 1998, pelo desembargador Luiz César de Aguiar Bittencourt Silva (1925-2011), que compunha o Colegiado Dirigente do Museu da Justiça. O objetivo do Programa, ao longo de 24 anos, é resgatar, preservar e divulgar a história recente do Poder Judiciário por meio do testemunho de seus próprios agentes. Atualmente, o programa é coordenado pelo desembargador Ronald dos Santos Valladares, membro da Comissão de Preservação da Memória Judiciária. Os sumários dos depoimentos são disponibilizados aos públicos interno e externos na página do Museu da Justiça, no portal do TJRJ e a íntegra (transcrita ou em formato audiovisual) é acessada por meio de solicitação ao SEATA, através do endereço eletrônico “ccmj.seata@tjrj.jus.br”.

Estreia 31 de julho, domingo
Clique neste link para acessar o canal do TJRJ no Youtube
Classificação indicativa: livre

Imagem do Tribunal Pleno com texto em destaque: Impeachment um ano depois.

PODCAST

Impeachment – 1 ano depois

No dia 30 de abril de 2021, o Estado do Rio de Janeiro vivia um fato inédito que entraria para a história política e jurídica do país. O Tribunal Especial Misto (TEM), formado por cinco desembargadores e deputados estaduais, afasta um governador de Estado por crime de responsabilidade. No salão do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Wilson Witzel sofre um processo de impeachment por unanimidade de votos e tem seus direitos políticos cassados por cinco anos por irregularidades na gestão da saúde pública, que enfrentava tempos de pandemia. O caso ganha repercussão nacional e internacional.

Um ano depois, o Museu da Justiça lança o podcast ‘Impeachment: um ano depois’, que reconta a história da cassação de Witzel, ouvindo os integrantes e os dois magistrados que presidiram o TEM, as análises de jornalistas que cobriram as sessões e os principais momentos das audiências de instrução e do julgamento. Disponível no spotify, o podcast é uma produção do Museu da Justiça em parceria com o Serviço de Identidade Visual, do Departamento de Comunicação Institucional do TJRJ.

O podcast “Impeachment: um ano depois” explica como foi a dinâmica do tribunal, até então inédita, que uniu os poderes judiciário e legislativo e as lições o caso deixa para a sociedade fluminense. Dividido em quatro episódios, todos costuram a linha histórica dos acontecimentos analisando os detalhes do caso.

O primeiro episódio analisa a ascensão de Wilson Witzel ao Palácio Guanabara, as relações com o Legislativo, as crises na área da saúde e a denúncia da Assembleia Legislativa do Rio pedindo o impeachment do governador.

O segundo e terceiro episódios trazem detalhes do Tribunal Especial Misto: a formação do colegiado, a reação de cada desembargador ao ser sorteado, o ineditismo do processo, as testemunhas ouvidas, os recursos da defesa de Witzel e o dia em que o ex-governador foi interrogado.

O episódio quatro conta em detalhes o julgamento de Wiztel, a repercussão no Brasil e no exterior. Os integrantes do TEM avaliam as lições do caso.

Hotsite traz vídeos e votos dos desembargadores
Além do podcast, o Museu da Justiça lançou um hotsite com informações, fotos e vídeos do processo de impeachment. O usuário pode acompanhar a transmissão de todas as audiências realizadas pelo Tribunal Especial Misto, conferir momentos importantes e baixar os votos de cada desembargador e deputado que culminaram com o afastamento de Wilson Witzel.

Processo físico em exposição
Pesquisadores e curiosos podem conferir as peças físicas do processo de impeachment, expostas no Museu da Justiça. Ao todo, o processo possui 22 volumes e as peças acusatórias aprovadas pela Assembleia Legislativa

Já disponível
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Museu da Justiça
Rua Dom Manuel, 29, 3º andar - Centro, Rio de Janeiro/RJ
De segunda a sexta-feira, das 11 às 17h
Entrada franca
Classificação indicativa: Livre

Fotografia de um grupo partipando da visita mediada Da Pedra ao Palácio.

VISITA MEDIADA

Da Pedra ao Palácio - Um percurso interativo ao encontro da Justiça

Conduzida por educadores, a visita apresenta à população – de forma lúdica, dinâmica e interativa – a arquitetura, a história e as funções do antigo Palácio da Justiça do Rio de Janeiro. De espaço em espaço, a pedra é esculpida com os visitantes, estimulando a reflexão sobre o significado da Justiça e da sua importância na vida em sociedade. Por meio da análise de símbolos que se referem à memória do judiciário, os participantes são convidados a dialogar e interagir com os elementos artísticos. No percurso aos diversos salões e tribunais históricos, os visitantes têm a chance de participar de um julgamento teatralizado no Salão Histórico do I Tribunal do Júri e conhecer como se dá o funcionamento de um júri.

Recomendada para turmas de ensino fundamental, ensino médio, faculdades, ONGs e outros grupos.
Número de visitantes: 25 a 30 pessoas
Duração: 90 minutos
Agendamento de grupos e escolas: 3133-2721 ou e-mail ccmj.educativo@tjrj.jus.br
Participação franca
Classificação indicativa: a partir de 12 anos

Fotografia de uma escultura do artista ALexandre Pinhel, em frente a uma árvore.

EXPOSIÇÃO

Diálogos Sensoriais

O Museu da Justiça no Rio de Janeiro, com sua arquitetura espetacular, recebe, no dia 08 de junho, ”DIÁLOGOS SENSORIAIS”, exposição do engenheiro eletrônico e artista plástico neo-expressionista brasileiro Alexandre Pinhel. Na exposição, é possível ver, sentir e dialogar com cada obra, pois a acessibilidade é o ponto forte. A Exposição é um campo para experiências sensoriais.

É admirável como Pinhel consegue dar vida a objetos descartados. De modo surpreendente, ele une de forma alquímica materiais diversos construindo obras de arte que convidam o observador à reflexão. Uma provocação ao questionamento sobre as possibilidades que nos cercam. A exposição reflete a preocupação e o respeito à acessibilidade e ao meio ambiente e ainda reforça o conceito de sustentabilidade, que está presente em cada obra por ele concebida.

Engenheiro por formação e artista plástico por paixão, Alexandre Pinhel vem, ao longo dos anos, aprimorando técnicas e ampliando o uso de materiais e objetos. As sensações provocadas por “DIÁLOGOS SENSORIAIS” vão além do espaço físico da exposição. A captação de informações e sensações se prolongam fomentando o potencial do observador para sua própria criatividade. Expande e valoriza o ser!

Lucia Pinhel – Curadoria

Até 26 de agosto
Museu da Justiça
Rua Dom Manuel, 29, 3º andar - Centro, Rio de Janeiro/RJ
De segunda a sexta-feira, das 11 às 17h
Entrada franca
Classificação indicativa: Livre

Imagem com o título da exposição em destaque, Pandemias e Epidemias no Rio de Janeiro.

EXPOSIÇÃO

Mostra de Documentos Judiciais

Pandemias e Epidemias no Rio de Janeiro

O Museu da Justiça reinaugura, em sua sede de Niterói, a mostra Pandemias e Epidemias no Rio de Janeiro. Os visitantes poderão rememorar as principais epidemias que atingiram a cidade do Rio de Janeiro ao longo de sua história até os dias atuais. A mostra também está disponível em sua versão virtual, que pode ser acessada por meio do link disponibilizado abaixo.

O Museu da Justiça reinaugura, em sua sede de Niterói, a mostra Pandemias e Epidemias no Rio de Janeiro. Os visitantes poderão rememorar as principais epidemias que atingiram a cidade do Rio de Janeiro ao longo de sua história até os dias atuais. A mostra também está disponível em sua versão virtual, que pode ser acessada por meio do link disponibilizado abaixo.

A mostra e propõe uma reflexão sobre o papel dos agentes públicos, da sociedade e do Poder Judiciário no enfrentamento destes males. Imagens, notícias, canções e processos judiciais conduzem o visitante a épocas passadas e ajudam a compreender o atual momento em que a humanidade luta contra a pandemia da COVID-19, em uma narrativa elaborada a partir das pesquisas realizadas pela equipe do Museu da Justiça.

Clique neste link para acessar a página da exposição virtual
Museu da Justiça de Niterói
Praça da República S/Nº - Centro, Niterói
De segunda a sexta-feira, das 11 às 17h
Entrada franca
Classificação indicativa: Livre

Caricatura de Deocleciano Martins de Oliveira Filho.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL

Mostra o Escultor da Justiça

Um Olhar artístico sobre Deocleciano

Deocleciano Martins de Oliveira Filho nasceu em 1906, na cidade de Barra do Rio Grande, na Bahia. Antes de ingressar na magistratura, exerceu diversos cargos, entre eles o de auditor de guerra e comissário de polícia. Nomeado juiz substituto em 1946, tornou-se juiz de direito da 22ª Vara Criminal do Distrito Federal em 1951. Promovido a desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara em 1965, aposentou-se no cargo em 31 de maio de 1972.

Sempre dividido entre o Direito e a Arte, buscou aproximar essas duas áreas do conhecimento humano. Nas artes plásticas, produziu trabalhos no campo do desenho, escultura e pintura. Parte de sua obra literária retrata os problemas que afligem o povo nordestino. Suas obras também têm uma concepção místico-religiosa. Para a decoração interna do atual Palácio da Justiça, concebeu uma série de 44 relevos inspirados nas parábolas do Novo Testamento, descritos em seu livro As Parábolas, publicado em 1969. As obras representam a sua concepção de cada uma das parábolas da bíblia, que extraiu do Novo Testamento.

Em 1966, elaborou o projeto de execução das estátuas Lei, Justiça, Equidade e de Rui Barbosa. Hoje elas ornam as fachadas e entorno do atual Palácio da Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Nesta exposição virtual estão expostas fotografias que mostram a sua rotina como artista, e obras que o magistrado deixou para o TJRJ como legado.

Clique neste link para acessar a página da exposição virtual.

Classificação indicativa: Livre

Imagem do quadro Moça com brinco de pérola, de Johannes Vermeer, feita com material reciclado.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL

Arte, Educação e Sustentabilidade

O Museu da Justiça apresenta a exposição virtual “Arte, Educação e Sustentabilidade”, uma mostra coletiva essencialmente constituída de obras de arte elaboradas e produzidas pelos alunos do Colégio São Paulo com idealização e curadoria do artista plástico e professor Marcos Lanzieiro.

Todos os materiais utilizados para a confecção das obras são resultado de um processo de reciclagem, reuso e reaproveitamento, o que insere o projeto em um Programa de Educação Ambiental estimulando uma nova consciência em relação ao meio ambiente através de uma mudança comportamental.

Marcos Lanzieiro é historiador e arte educador, tendo iniciado seus estudos de desenho, pintura e aquarela na Sociedade Brasileira de Belas Artes do Rio de Janeiro. Marcos está à frente dessa iniciativa que nos traz obras selecionadas especialmente para o público do Museu da Justiça e que exibe, em caráter inédito e em formato virtual, o resultado desse trabalho incrível, fruto da união de alunos e mestre em prol da arte e do meio ambiente.

Clique neste link para acessar a página da exposição.

Classificação indicativa: livre

Imagem da obra Todas as Coisas Passam, de Alexandre Pinhel.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL

Absurdos Insustentáveis - A Arte como Agente Transformador na Preservação do Meio Ambiente

A exposição “Absurdos Insustentáveis – a Arte como Agente Transformador na Preservação do Meio Ambiente”, que reúne obras criadas pelo artista Alexandre Pinhel a partir de resíduos sólidos, com curadoria de Isabela Francisco.

“'Absurdos Insustentáveis' é uma exposição que visa mostrar a violência humana contra a natureza ameaçada”, afirma Isabela Francisco.

O autor da exposição, Alexandre Pinhel, usa métodos químicos, mecânicos e térmicos para misturar resíduos de diversas tecnologias de impressão 3D com resíduos tradicionais de plástico, vidro, madeira e metal. Essas obras ocultam do observador as matérias primas originais, fazendo com que este se surpreenda ao saber do que são feitas. Na versão virtual, o público será conduzido pelo próprio artista que falará sobre as obras e suas curiosidades, na escolha pelos materiais utilizados e algumas particularidades de cada peça.

Clique neste link para acessar a página da exposição.

Classificação indicativa: Livre

Imagem da fachada do Antigo Palácio da Justiça de Niterói.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL

Centenário do Palácio da Justiça de Niterói

O Museu da Justiça promove a exposição virtual “Centenário do Palácio da Justiça de Niterói”, para comemorar os cem anos de construção da sede do Judiciário do antigo Estado do Rio de Janeiro, completados no ano passado.

Por meio de textos, imagens e documentos, rememora-se a história do prédio, como os julgamentos de ampla repercussão e os tribunais que nele funcionaram, relacionando-a à evolução urbana da antiga capital fluminense. Trajetória que prossegue nas atividades culturais desenvolvidas pelo Museu da Justiça, nesse edifício tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).

Clique neste link para acessar a página da exposição.

Classificação indicativa: livre

Imagem de uma fazenda.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL

Mostra de Documentos Judiciais

Café, Riqueza e Escravidão: A insurreição de Manoel Congo

Inspirado no mês em que se propõe uma reflexão sobre a consciência negra, o Museu da Justiça promove, a mostra virtual “Café, Riqueza e Escravidão: A Insurreição de Manoel Congo”, que aborda uma das maiores rebeliões escravas da então província do Rio de Janeiro.

Com auxílio de processos históricos restaurados, é possível mergulhar no ambiente senhorial e escravagista do início do século XIX e resgatar um dos símbolos da resistência negra contra a opressão. Além da conscientização de uma herança de desigualdade, que permeia os dias atuais, a exposição chama atenção para a importância da preservação do patrimônio cultural na busca por uma sociedade mais fraterna e democrática​.

Clique neste link para acessar a página da exposição.

Classificação indicativa: livre

Caricatura de Euclides da Cunha e Dilermando de Assis.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL

Mostra de Documentos Judiciais

O Homicídio de Euclides da Cunha

Além de escritor, Euclides da Cunha foi jornalista e engenheiro militar. Atuou em diversas obras públicas, inclusive na demarcação das fronteiras entre o Brasil e o Peru. Como correspondente do Jornal "O Estado de São Paulo", acompanhou os conflitos na região de Canudos, no interior Baiano. Esta experiência o inspirou a escrever sua grande obra “Os Sertões”, publicada em 1902. No ano seguinte, seria eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras.

Euclides da Cunha foi morto na residência do jovem cadete Dilermando Cândido de Assis, que mantinha um relacionamento amoroso com sua esposa, Anna Emília Solon da Cunha. O episódio, que ficou conhecido como a “tragédia da Piedade”, ocorreu em 1909, no subúrbio carioca, e teve ampla cobertura da imprensa. Houve dois julgamentos pelo Tribunal do Júri que, nas duas ocasiões, decidiu pela absolvição do réu (Dilermando), por entender que agira em legítima defesa

A mostra virtual conta com a consulta dos processos de homicídio e de inventário, pertencentes ao acervo histórico do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e restaurados pela equipe técnica do Museu da Justiça.

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